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Alguém na vila precisa de ajuda. Você:
Prepara algo para a pessoa. Vai ter gosto estranho, e vai funcionar.
Resolve o que quer que tenha causado aquilo, bem alto, na fonte.
Conta o que realmente vai acontecer, com delicadeza.
Vai e fica plantada na porta até a coisa ir embora.
Onde você realmente aprende as coisas?
Devagar, com algo vivo, ao longo de vários anos.
Em sonhos, e com pessoas que não deveriam ter te contado.
Com livros, em ordem, com anotações nas margens.
Observando animais, que mentem consideravelmente menos que as pessoas.
Seu espaço de trabalho:
Uma cozinha. Potes, barbante, algo secando em cima do fogão.
Uma mesa, um pano, e objetos muito manuseados.
Ao ar livre, de preferência num lugar que ninguém arruma há décadas.
Uma mesa de trabalho, em ordem, e mais ninguém mexendo em nada.
O que seria mais difícil de abrir mão?
A sensação de uma tempestade chegando, e saber por quê.
Saber que todo mundo sob seu teto está seguro esta noite.
A hora depois da meia-noite, quando as coisas ficam honestas.
Ser confiável para algo que não confia em quase ninguém.
Escolha uma fonte de poder:
O que você cultivou, secou, e guardou num pote.
Um limiar, e uma promessa feita através dele.
Tempo. Tudo que cresceu devagar é mais forte.
Algo selvagem que concordou em ficar ao seu lado.
O que as pessoas entendem errado sobre seu tipo de magia:
Acham que é temperamento. É principalmente timing.
Acham que você está prevendo. Você só está prestando atenção.
Acham que é sombria. É a parte com as luzes apagadas.
Acham que é empoeirada. É a única parte que se repete.
Como você lidaria com alguém que te fez mal:
A sorte da pessoa ficaria ruim, discretamente, de forma persistente.
A pessoa saberia que foi você, e saberia na hora.
Você esperaria. Algumas coisas se resolvem sozinhas numa estação.
Você descobriria aquilo que a pessoa tinha enterrado.
Escolha algo em que você é boa que não seja magia:
Ler uma sala em uns quatro segundos.
Fazer uma casa parecer um lugar que vale a pena ficar.
Encontrar a única palavra de um contrato que importa.
Fazer um animal assustado se aproximar de você.
O que te atrai:
Algo prático, que funciona, que alguém precisa hoje à noite.
Um lugar cuidado há cem anos.
A coisa que ninguém menciona, no limite do permitido.
Um padrão que sempre esteve lá, sem ser notado.
O defeito que você teria que admitir:
Exagerar onde bastava pouco.
Dizer às pessoas coisas verdadeiras que elas não pediram para ouvir.
Esperar tanto que vira problema de outra pessoa.
Confiar mais nos animais do que você jamais confiou numa pessoa.
Escolha uma noite:
Alguém na porta às duas da manhã, precisando de algo.
Vento cruzando um terreno aberto, e tudo se movendo.
Uma vela, uma pergunta, e uma resposta honesta.
Todo mundo dormindo, as portas fechadas, a casa aguentando firme.
Cem anos depois, como você é lembrada?
O motivo de a mata ainda estar de pé.
A quem as pessoas recorriam quando não podiam recorrer a mais ninguém.
A que escreveu tudo certinho, para que sobrevivesse.
A que os animais seguiam, por motivos que ninguém sabia explicar.
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